A origem

Uma empresa mais consciente, conectada e capaz de aprender com a própria operação.

Contato

// quem está por trás da archēLAB

Vinte e cinco anos vendo o mesmo problema de nove alturas diferentes.

Carlos Eduardo Tobias. Desenvolvedor de software e arquiteto de sistemas. Comecei instalando Windows por disquete e hoje construo uma plataforma para que empresas parem de guardar a mesma informação em cinco lugares.

Carlos Eduardo Tobias
25+anos construindo tecnologia para empresas
9alturas diferentes sobre o mesmo problema
40textos do diário escritos durante a obra
1pessoa respondendo por cada decisão
// o começo

São mais de 25 anos construindo tecnologia para empresas.

Comecei limpando computador e instalando Windows por disquete, numa empresa de plano de saúde no centro de São Paulo. Mais de cem usuários. Foi a melhor escola que eu podia ter: quando você é o suporte de cem pessoas, aprende rápido que problema técnico quase nunca é só técnico.

De lá em diante, cada lugar por onde passei mostrou o mesmo problema de uma distância diferente. Só muito depois eu entendi que aquilo não era coincidência — era o desenho.

// a peça desta página

As nove alturas

A arquitetura da archē não foi deduzida numa mesa. Ela foi vista — de nove distâncias diferentes, ao longo de 25 anos. Cada parada aqui mostra onde eu estava, o que dava para enxergar dali, e o que aquilo virou dentro do sistema.

ALTURA 01 · O chão

Suporte, cem usuários, disquete na mão

onde eu estava

Empresa de plano de saúde no centro de São Paulo. Limpar computador, instalar sistema, atender quem travou.

o que eu via dali

Que quase nenhum chamado era técnico. Era processo mal desenhado chegando até mim em forma de máquina lenta.

o que virou na archē

A recusa em tratar sintoma. Antes de automatizar qualquer coisa, o sistema pergunta o que aquilo é e a que pergunta responde.

// a trajetória

Do disquete
ao grafo

Do plano de saúde fui para o Bank of America. Entrei pelo andar de baixo da tecnologia — servidores, CPD, infraestrutura de verdade — e logo em seguida pelo andar de cima da pressão: atendimento à mesa de operações e ao balcão de negócios, compra e venda de ações.

É um ambiente que não perdoa. Quando alguma coisa para na mesa, não existe “abre um chamado”. Existe dinheiro se movendo agora, gente decidindo agora e alguém esperando por você agora.

Sistema não é o que funciona no teste. É o que continua de pé no pior minuto do dia.

Depois de alguns anos migrei para o desenvolvimento, ainda em ASP. Vieram PHP, Delphi, .NET, Oracle, SQL — e daí em diante nunca mais parou.

Aí veio o mundo das agências: Elo Sistemas, Agência Target, Loduca / LDC.

E na Loduca aconteceu uma coisa que eu só fui entender inteira muitos anos depois. Fui chamado para dar aula de webdesign e webdevelopment — mas o objetivo real não era ensinar ferramenta. Era fazer dois departamentos voltarem a se falar.

Era o tempo da Macromedia, do Flash, de ferramentas que viviam em mundos separados. O designer entregava uma coisa que o programador dizia ser impossível; o programador devolvia uma coisa que o designer dizia não ser aquilo. Cada lado achava que o outro atrapalhava o trabalho. Não era falta de talento — os dois lados eram bons. Era falta de linguagem comum.

Eu fui, na prática, a ponte entre eles. Vinte e poucos anos depois estou construindo software para resolver a mesma coisa em outra escala. Só troquei a sala de aula pelo sistema.

Nessa mesma época tive uma passagem pela Banana Games, em desenvolvimento de jogos — outra disciplina, outro tipo de rigor.

Depois entrei na Outside, em São Paulo, como funcionário. E foi por ela que eu mudei para Florianópolis, onde vivi de 2003 a 2008 — cinco anos em que o trabalho deixou de ser só de cliente.

Trabalhei para o Ministério do Turismo junto com a ABETA, no desenvolvimento e na ampliação do ecoturismo no Brasil, com adequação, programação e divulgação web dentro das exigências do INMETRO. Morava em Florianópolis e vivia na estrada — Brasília, São Paulo, Minas Gerais. Ali não bastava o site funcionar: ele precisava responder a norma, a critério e a auditoria, e ainda ser compreensível para quem estava do outro lado, no meio do mato, operando de verdade.

Em 2008 eu voltei para São Paulo, agora à frente da Outside. Foram os anos mais longos da minha carreira: marketing, desenvolvimento web, e-commerce, redes sociais, engajamento, software sob medida — marketing digital inteiro, de ponta a ponta, para dezenas de clientes.

Em paralelo, trabalhei muito como outsourcing e consultoria dentro de outras agências, em projetos grandes, com equipes grandes. Foi o que me colocou dentro de um número de empresas que eu nunca teria alcançado sozinho.

Por volta de 2020 eu já brincava com transformers, mas era tudo muito precário na época. Quando o ChatGPT saiu, eu entrei de cabeça em IA e automação — e não pretendo mais sair.

// o padrão

Nunca era falta de tecnologia

Nove alturas, e o mesmo problema quebrando em todas.

Informação espalhada em cinco lugares. Processos que moravam na cabeça de uma pessoa. Documentos que ninguém encontrava. Sistemas que não conversavam. E decisões tomadas sem contexto — não por falta de dado, mas por excesso de dado sem relação.

No banco isso tinha nome, tinha processo e tinha auditoria. Na agência não tinha nem nome: cada cliente chamava de outra coisa e todos achavam que era um problema só deles.

Nunca era falta de tecnologia. Era falta de estrutura.

E ferramenta nenhuma resolve falta de estrutura. Adicionar mais uma só cria mais uma cópia da mesma informação em mais um lugar — que é, no fundo, o que eu passei vinte e cinco anos fazendo para os outros.

A archēLAB nasceu de parar com isso.

// o trabalho de hoje

Primeiro a estrutura. Depois as relações. Só então a tecnologia.

Não estou desenvolvendo um software. Estou construindo um ambiente onde conhecimento, processos, pessoas e inteligência artificial são partes de um mesmo sistema — e não integrações amarradas depois.

Meu trabalho é desenhar arquitetura, modelar entidades, criar agentes, escrever automações e procurar formas de transformar informação em processo que alguém use de verdade. Boa parte disso acontece antes da programação.

Escrever código é a parte fácil. A parte difícil é entender o problema fundo o bastante para que o código não precise ser reescrito três vezes.

01

Estrutura

O que essa coisa é, o que ela resolve, a que pergunta ela responde. Sem isso, o resto é chute organizado.

02

Relações

Com o que ela se conecta e por quê. É a relação que transforma dado em contexto — e contexto é o que falta em quase toda empresa.

03

Tecnologia

Só aqui entram linguagem, banco e tela. A stack muda a cada poucos anos; o modelo, não.

// construir com IA

Ela escreve muito código. Ela não decide nada.

A archēLAB foi construída por mim com inteligência artificial como parceira de trabalho, todos os dias. Não faz sentido esconder isso numa plataforma que é, ela própria, sobre IA aplicada.

Mas o que acontece aqui é diferente do que costumam vender.

Arquitetura, modelo de dados, o que é entidade e o que é relação, o que vai para o banco e o que fica no código, regra de negócio, preço, prioridade — isso é meu, e continua sendo meu em cada rodada.

A maior dificuldade de trabalhar com IA não é fazer ela produzir. É impedir que ela decida no seu lugar.

Ela concorda demais. Ela entrega rápido demais. Ela responde antes de entender a pergunta. Se você não tiver estrutura, critério e teimosia, ela te dá exatamente o que você pediu — e não o que você precisava.

Por isso o processo aqui é ao contrário do intuitivo: antes de qualquer linha de código vem a documentação, e só depois a implementação. Cada entrega volta para o teste que importa — eu olhando a tela e dizendo “não é isso”.

Foi difícil. Muita coisa foi construída, jogada fora e refeita. Teve semana perdida em caminho errado, funcionalidade que parecia pronta e era maquete, decisão que eu só entendi que estava errada três semanas depois. Nada disso é romântico — e está tudo escrito no diário, inclusive as partes que não me favorecem.

medido no repositório e no banco desta plataforma

  • Commits no repositório da plataforma1.573
  • Commits co-assinados por uma IA85%
  • Entidades vivas no grafo7.468
  • Relações entre elas7.467
  • Horário com mais commits do projetomeia-noite
  • Pessoas respondendo por cada decisão1

É essa a tese da archēLAB aplicada a ela mesma: IA não substitui estrutura — ela exige estrutura. Quanto melhor o contexto que você dá, melhor o que volta. E contexto é exatamente o que quase nenhuma empresa tem organizado.

Eu não construí a archēLAB com IA para provar um ponto. Mas acabei provando.

// hoje

O que roda por baixo

Hoje eu programo em Next.js e Python.

A plataforma roda em Next.js com React e TypeScript sobre PostgreSQL, arquitetura multi-tenant com isolamento por linha, e um modelo em que praticamente tudo — página, projeto, pessoa, documento, agente, processo — é uma entidade com relações entre si, em vez de uma tabela nova para cada ideia nova.

Em cima disso: busca semântica com vetores e recuperação híbrida, agentes de IA com memória e contexto, orquestração multi-modelo sem depender de um fornecedor só, automações, um CMS próprio que serve o site que você está lendo e um sistema de projetos que gerencia a construção do próprio sistema.

Vinte e cinco anos depois do disquete, continua sendo o mesmo trabalho: fazer as partes se entenderem.
// o diário

Este site também faz parte do processo

Os artigos publicados aqui não são conteúdo de marketing escrito depois que tudo deu certo. São o registro do que aconteceu enquanto acontecia: as ideias, as descobertas, os erros, as decisões e as viradas de rota.

Está tudo lá, inclusive o que não me favorece. Se algum dia a archē funcionar, dá para voltar e ver exatamente onde ela quase não funcionou.

// áreas de atuação

O que eu faço quando não estou escrevendo sobre o que eu faço

Arquitetura e engenharia

  • Arquitetura de software
  • Engenharia de sistemas
  • Desenvolvimento full stack
  • Plataformas SaaS multi-tenant
  • Integração de APIs

Conhecimento e dados

  • Modelagem de dados e entidades
  • Bancos relacionais e grafos de conhecimento
  • Arquitetura da informação
  • Documentação técnica

Inteligência artificial

  • IA aplicada a negócios
  • Agentes e orquestração
  • Automação de processos

Produto e presença

  • UX e experiência de uso
  • CMS e WordPress
  • SEO técnico
  • E-commerce
  • Estratégia digital
// linha do tempo

As paradas

  • Plano de saúde — São PauloSuporte e infraestrutura para mais de 100 usuários. O primeiro disquete.
  • Bank of AmericaCPD e servidores; mesa de operações e balcão de negócios; depois, desenvolvimento em ASP.
  • Elo Sistemas · Agência TargetDesenvolvimento web na virada para a web aberta.
  • Loduca / LDCera Macromedia e FlashEnsino de webdesign e webdevelopment para integrar design e programação.
  • Banana GamesDesenvolvimento de jogos.
  • Outside — São PauloEntrada como funcionário.
  • Florianópolis2003 – 2008Ministério do Turismo e ABETA: ecoturismo brasileiro, adequação INMETRO. Brasília, São Paulo, Minas Gerais.
  • Volta a São Paulo2008À frente da Outside: marketing digital, web, e-commerce, redes sociais e software sob medida.
  • Outsourcing e consultoriaProjetos e equipes grandes dentro de outras agências.
  • Inteligência artificial2020 →Dos primeiros transformers à IA aplicada e automação, sem intenção de sair.
  • archēLABhojeNext.js, Python e um grafo de entidades que cresce todo dia.

A archēLAB continua sendo construída todos os dias.

Cada módulo, cada artigo, cada agente e cada função publicada é mais um passo na direção de um sistema que organiza conhecimento, reduz complexidade e permite que uma empresa transforme perguntas em processos — e processos em resultado.

Ainda não está pronto. Provavelmente é esse o ponto.